Sobre as razões que permitem avaliar como positivo o 1º ano de mandato do autarca do PSD, Carlos Ascensão. Autor: Tiago Silva.

A nossa matriz política, o nosso programa, é governar bem. Resolver problemas às pessoas, recuperar credibilidade, cumprir compromissos não só com as finanças públicas e os credores, mas com a aposta no investimento necessário para resolver as necessidades das pessoas. É isso que temos feito.

Se algumas das coisas feitas pelo executivo socialista anterior, na nossa opinião, prejudicaram e adiaram o desenvolvimento do Concelho, tínhamos obrigação de as corrigir. Havia uma trajectória politicamente errada porque assente nos princípios errados. O nosso programa não é reverter, é resolver problemas.

As pessoas têm de saber o que esperar deste Executivo. A nossa resposta política para melhorar a vida das pessoas passará sempre pelo rigor das contas publicas, é preciso dizer às pessoas que o seu esforço vale a pena: desse princípio de frontalidade resultará mais justiça, mais riqueza e segurança, melhor ambiente, mais saúde e educação, melhor economia e inovação, e uma consequente modernização dos serviços.

  1. A experiência mostra-nos que muitos dos problemas que se arrastam nos Municípios derivam de uma gestão descuidada do bem público. Entendemos que o modo como se cuida dos investimentos públicos demonstra a qualidade de um político e da sua equipa.

É um dever a que os cargos políticos de administração pública são obrigados, porque cuidar bem do que é de todos tem um impacto directo na qualidade de vida das pessoas. É assim que se constrói um senso de justiça. Não combatemos palavras com outras palavras, este Executivo apresentará com actos aquilo que o define.

Com naturalidade, os resultados da gestão prudente do Executivo de Carlos Ascensão conduzirão o Município para a trajectória de correcção do “deficit” público e para o equilíbrio das contas. Este passo tinha que se dar primeiro, é a partir dessa correcção que se alavanca o futuro que Celorico da Beira há tantos anos aguarda e merece.

  1. Mas em democracia, queremos mostrar a quem depositou em nós confiança que estamos a trabalhar, a resistir e a conseguir resultados, no entanto, precisamos de tempo para corrigir a trajectória de empobrecimento em que mergulhámos. Insisto que o tempo é uma equação fundamental deste processo. Para assuntos graves não há remédios imediatos, não há soluções imediatas para Celorico da Beira, quem defender isso, é demagógico.

Por que não se cativa o Investimento e a Indústria que nos faz falta só porque precisamos dela, tem de se construir uma “marca distintiva”, tem de se “vender bem” aos investidores as nossas potencialidades, as razões para investir no nosso Concelho, temos de lhe dar personalidade. Esse trabalho importante de recuperação económica não dá frutos imediatos, mas é um trabalho de resistência. O Presidente, e o seu executivo, têm trabalhado muito nessa qualificação do nosso território que tem de ser visto como uma oportunidade de investimento.

Mas é verdade que precisamos de tempo para fazer bem as coisas, do tempo necessário para corrigir os assuntos pendentes que travam o nosso progresso e lidar com os novos desafios, queremos que o Concelho seja atractivo e para isso temos de qualificar as pessoas e melhorar a formação dos trabalhadores e desempregados, por isso estamos em estreita colaboração com o IEFP.

Temos dito que, os territórios de baixa densidade têm de ter alta intensidade. O caminho pode ser esse. E temos de colocar a gestão do Executivo do Presidente Carlos Ascensão neste prisma, é preciso informar os cidadãos das condições que encontrámos e do tempo que é necessário para mudar as coisas. Não se combate a desertificação e o despovoamento com medidas rápidas, é preciso tempo para envolver as pessoas nessa recuperação.

  1. As pessoas têm o direito de saber como é que Presidente defende os interesses do Concelho.

Porém, não se trata de falar dos problemas que recebemos dos executivos anteriores, o tempo da culpabilização há muito que passou, mas sabemos bem que só se pode governar com memória. Mais do que referências ao passado, e há muitos motivos de preocupação sobre isso, o que nos preocupa são as iniciativas de futuro, construir o que faz falta na vida dos celoricenses, cumprir o programa de governar bem.

Por essa razão, o executivo investe tempo a (re)negociar com as pessoas e as entidades credoras as condições em que os assuntos do Município foram deixados, há processos que se arrastam há mais de uma década e meia (habitação social, dívida da água, equipamento rodoviário, as dívidas aos bancos, para nomear alguns apenas), e alguns assuntos foram bastante negligenciados, e desgastaram a imagem e a credibilidade do Município.

Desde logo o Presidente Carlos Ascensão percebeu que era urgente responder à carteira de assuntos jurídicos pendentes que acarretavam perdas financeiras avultadas; esta carteira de assuntos jurídicos tinha (e tem) um grande impacto nas dívidas e perdas do Município, e o que fizemos até hoje foi diminuir essas perdas, defender os interesses do Município e trabalhar na recuperação da credibilidade do executivo camarário.

Há um caminho feito, mas sabemos que há muito por caminhar. O que conseguimos alcançar até hoje só aconteceu porque mudamos a “agulha” da gestão, passamos a fazer parte das soluções negociando as condições mais favoráveis para o Município.

É essa a matriz do Presidente Carlos Ascensão, ser o responsável de uma gestão prudente e rigorosa. Mudamos de prioridades, de políticas, e de pessoas e com isso iniciamos um ciclo novo de esperança para todos, uma social democracia mais equitativa e justa. Posso dar como exemplo o momento de viragem que já estamos a viver no Município, tendo em conta o histórico e a herança de dívida pública que nos deixaram, em apenas num ano, durante o exercício de 2018, o presidente Carlos Ascensão cumpriu uma parte relevante do plano de saneamento financeiro aprovado pelo tribunal de contas reduzindo mais de 10 milhões de euros da dívida estagnada que abalava a credibilidade do Município há 2 décadas.

  1. Sobre as vozes críticas do executivo e a avaliação/balanço 1º ano mandato. Em democracia vivemos numa pluralidade de opiniões, não podemos estar sempre de acordo, não queremos ter sempre razão, não queremos decidir sozinhos, é saudável a oposição mas a diferença ideológica trata-se nos lugares onde a democracia vive que são as Assembleias populares.

Afirmo que não existe um esquema seguro para governar bem o Município. Existe sim uma visão, uma avaliação das potencialidades do território que assenta em decisões ponderadas, e hoje existe uma visão de futuro e um líder.

Porém, hoje, não acontece o que normalmente acontecia em mandatos anteriores, que era o adiamento frequente de soluções e negociações, um erro político de vários executivos diferentes que teve consequências. Mas isso não importou porque os verdadeiros efeitos negativos são a longo prazo, normalmente em política caem nas responsabilidades de quem vem a seguir.

Hoje, de facto, é preciso fazer o trabalho que outros não fizeram, no entanto desperdiçaram-se oportunidades que normalmente não se repetem quando se trata da construção de infraestruturas ou captação de verbas do Estado e da Europa para diminuir as assimetrias regionais. Esse tempo passou.

E não se resolveram os problemas porque em democracia é assim, as dívidas e os inúmeros processos em contencioso a rolar nos tribunais, mais tarde ou mais cedo, serão os problemas de outro Executivo.

  1. Em política a falta de coragem para decidir é insuportável.

Assim foi a 1 de Outubro de 2017, o PSD ganhou as eleições, o povo elegeu Carlos Ascensão para assumir os problemas e ele está a resolvê-los.

Quebramos um ciclo de gestão socialista que dominava há 24 anos, era uma necessidade popular.

E quanto muito, já ouvimos a crítica contrária vinda das pessoas que nos fazem oposição, de que o actual Executivo não tem estratégia. Muito dificilmente se pode acreditar nessas críticas, são infundadas, os factos dizem outra realidade.

O orçamento ora apresentado, com uma matriz de investimento coerente, balizado entre compromissos, poupança e sensibilidade social e cultural é um passo em frente, um passo seguro, essa é que é a realidade.

Temos importantes opções de investimento público em áreas vitais (educação, energia, saneamento, património, turismo sustentável, apoio social, modernização administrativa e economia verde), de facto esta estratégia prova exactamente o contrário, de que a boa administração, a obediência à legalidade, aos compromissos e a prudência resolvem, abrem soluções, aumentam o sentimento de confiança nas pessoas.

  1. A nossa leitura é esta, o Executivo tem atingido bons resultados em matéria de défice orçamental, com certeza isso continuará em 2019 e 2020, mas com uma diferença muito grande face aos anos anteriores: temos conseguido isto sem limitar/condicionar o futuro, sem empurrar problemas para a frente,

A estratégia prudente passa por melhorar a negociação e a escolha rigorosa dos investimentos plurianuais que capacitarão o Concelho com as infraestruturas necessárias para satisfazer as necessidades das pessoas, no limite trabalhamos para recuperar equipamentos que são essenciais à qualidade de vida dos munícipes.

Os resultados esperados para 2019 apontam para mais redução da dívida em simultâneo com a execução de investimentos cofinanciados em equipamentos e isto tem um significado, temos capacidade para executar mais de 2 milhões de euros em investimento público, obras que serão executados ao mesmo tempo que se controla a despesa e a dívida, por isso cremos que há condições para o progresso.

O mérito do executivo do Presidente Carlos Ascensão tem sido a prudência. Temos uma gestão orçamental prudente e rigorosa. Gastamos tempo para decidir bem, não estamos cá para tratar de urgências, apenas. É tempo de ter esperança e confiança neste projecto.

Autor: Tiago Silva, Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira

 

 

 

 

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