Rota final: Guarda, Pinhel e Almeida entre as Câmaras alvo de buscas da PJ

A PJ do Porto está a realizar hoje buscas em 18 de Câmaras Municipais no Norte e Centro do País, entre as quais a da Guarda, Pinhel e Almeida. Estão também a ser alvo de buscas entidades públicas e empresas.

Os inspectores investigam “a suspeita de práticas de corrupção, tráfico de influências, participação económica em negócio, prevaricação e abuso de poder”, segundo um comunicado da PJ. As buscas estão relacionadas “com a existência de um esquema fraudulento da viciação de procedimentos de contratação pública, com vista a favorecer pessoas singulares e colectivas”, incluindo situações de favorecimento também no recrutamento de funcionários. Está em causa o alegado desvio de milhões de euros.

A operação, com o nome de código “Rota Final”, incluiu, além daquelas autarquias do distrito da Guarda, estão a ser alvos de buscas mais 15 municípios: Águeda, Armamar, Belmonte, Barcelos, Braga, Cinfães, Fundão, Lamego, Moimenta da Beira, Oleiros, Oliveira de Azeméis, Oliveira do Bairro, Sertã, Soure, e Tarouca. A investigação está a ser dirigida pela Directoria do Norte da PJ, com o apoio de vários departamentos de investigação criminal e da Directoria do Centro, no âmbito de um inquérito titulado pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra.

A Transdev, segundo o Correio da Manhã, é um dos maiores grupos nacionais de transporte de passageiros, é uma das principais empresas visadas por esta investigação. A empresa em causa seria uma das principais beneficiadas com estes contratos públicos. “Mediante actuação concertada de quadros dirigentes de empresa de transporte público, de grande implementação em território nacional com intervenção de ex-autarcas a título de consultores, beneficiando dos conhecimentos destes, terão sido influenciadas decisões a nível autárquico com favorecimento na celebração de contratos públicos de prestação de serviços de transporte, excluindo-se das regras de concorrência, atribuição de compensação financeira indevida e prejuízo para o erário público”, afirma a PJ, em comunicado.


No total foram realizadas 50 buscas, domiciliárias e não domiciliárias. Estiveram envolvidos na Operação Rota Final 200 elementos da PJ, nomeadamente, “inspectores, peritos informáticos, peritos financeiros e contabilísticos”, informa o comunicado.